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  • Estrias
  • A terapêutica das estrias envolve a associação de diversas técnicas que atuam no tecido de diferentes formas. O objetivo é a combinação de tratamentos que possam tornar as marcas meno evidentes.

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O aparecimento das estrias está relacionado à uma série de disfunções físicas que provocam um estiramento excessivo da pele ultrapassando os limites da sua capacidade de elasticidade.

Inicialmente é avermelhada ou rosada chamadas de estrias recentes, estas com capacidade maior de regressão pois, o tecido tende a regenerar, já as estrias tardias, que são as esbranquiçadas são mais difíceis de tratar porém com as novas tecnologias em tratamentos se consegue um bom resultado, porque ajuda a disfarça-las bem.

As fibras de colágeno e elastina presentes na derme se desarrumam em volta dos pontos onde houve o rompimento formando uma lesão. A pele reage para se recuperar e formam-se minicicatrizes avermelhadas, que se tornam esbranquiçadas mais tarde. A camada superficial da pele, epiderme, também sofre um esgarçamento e fica mais fina. Esse processo ocorre principalmente nas regiões onde há maior acúmulo de gorduras. No homem, geralmente, as estrias surgem no abdome, flancos e nas nádegas. Na mulher são mais comuns nas mamas, quadris, culotes, coxas e bumbum e no abdome na gravidez. O prejuízo causado na pele é que vai determinar o comprimento e a largura das linhas.

Causas das estrias

As causas das estrias parecem ser as alterações hormonais, comuns na adolescência e na gravidez. Também existe o fator hereditariedade. O chamado efeito sanfona (engorda-emagrece-engorda) pode provocar um alongamento excessivo na pele, que muitas vezes não resiste e se rompe formando as estrias.  Em alguns casos, o surgimento das linhas  associado ao esforço excessivo para ganhar massa muscular. As fibras também podem se romper com o crescimento rápido na puberdade e o estiramento da pele durante a gravidez.

Evolução

Inicialmente é avermelhada ou rosada, e num segundo momento, adquire uma tonalidade esbranquiçada. Quanto mais recente maior a probabilidade de regredirem porque o tecido ainda tem capacidade regenerativa. Mais tardiamente, quando já são brancas e nacaradas é mais difícil livrar-se delas, porém as técnicas de tratamentos conseguem disfarçá-las. As respostas variam de acordo com a região afetada e a capacidade de regeneração da pele de cada paciente.

Tratamento

A terapêutica das estrias envolve a associação de diversas técnicas que visam atuar no tecido de diferentes formas visando estimulá-lo tornando-as menos visíveis. O objetivo é a combinação de tratamentos que possam disfarçar e tornar as marcas meno evidentes.  Os recursos atuais levam em conta a capacidade de regeneração da pele, mas é muito difícil apagar completamente as marcas. Os procedimentos ainda melhoram a coloração das estrias e algumas até desaparecem, sobretudo se forem recentes (rosadas). Quanto mais precocemente se inicia o tratamento maior a chance de se obter um melhor resultado. É necessário ter em mente que, como envolve remodelação do colágeno dérmico o tratamento é mais longo cerca de 6 a 12 meses.

Há várias combinações para se cuidar das estrias, dentre as quais:

– Ácido retinóico tópico: indicado no estágio inicial das linhas. Age na vascularização do tecido provocando uma remodelação do colágeno. Deve ser evitado durante a gravidez.

– Filtro solar – É fundamental o uso de filtro solar (FPS 40 ou 60) durante o tratamento para proteger a pele da radiação UV e evitar reações com os produtos utilizados. Saiba também que quanto mais bronzeada a pele, mais evidente ficam as estrias. Exposições solares devem ser evitadas durante o tratamento.

– Peelings Superficiais: provoca a esfoliação da pele e estimula a produção de colágeno e elastina. A pele nova recupera, aos poucos, a coloração normal. Ideal também para melhorar a textura e firmeza da área com estrias.

– Microdermoabrasão: Provoca esfoliação com microcristais de óxido de alumínio sob pressão, aplicado no trajeto das estrias. Age como o peeling, porém com menor intensidade. Com isso se provoca um intenso estimulo na regeneração de fibras de colágeno e elastina. As estrias ficam menos aparentes. Obtém-se melhor efeito quando se faz em série e a duração do tratamento vai de 4 a 6 sessões. O local tratado pode ficar sensível, transitoriamente. Devem-se evitar roupas justas e exposição solar.

– Laser Fracionado não ablativo – 1540 nm -XD: único laser aprovado pelo FDA americano para tratamento de estrias. Atuam estimulando o colágeno ao promover colunas de coagulação na pele. Atualmente é o procedimento que promove melhor e mais efetivo resultado no tratamento das estrias. Também pode ser complementado com peeling sobre a área do Laser promovendo o conhecido drug delivery – onde os ativos vão atingir as camadas mais profundas da pele melhorando ainda mais seu resultado final. O efeito de cada aplicação aparece em aproximadamente dois meses. São necessários um mínimo de quatro sessões com intervalos de duas a 4 semanas.

– Divlução dérmica: é a introdução de agulhas no trajeto das estrias promovendo  rompimento das fibroses e estimulando a formação de novas fibras elásticas e colágena que vão promover o preenchimento da estria. A aplicação pode ser feita com intervalo mínimo de uma semana. Age na vascularização do tecido provocando uma remodelação do colágeno.

– Carboxiterapia: Atua intensamente na microcirculação local ajudando a fornece substrato para a remodelação do colágeno. Também atua na flacidez da pele.

– Eletroporação: Técnica que promove a hidratação e a nutrição da pele com o uso de um aparelho que aumenta a permeabilidade da célula, permitindo a introdução de ativos.